Tradição da Galette des Rois

A Galette des Rois (Galette dos Reis) é um bolo famoso em toda a França e, segundo a tradição, deve ser compartilhada em família no dia 6 de janeiro para a celebração da Épiphanie (Dia de Reis).

 

A Épiphanie comemora a visita dos três reis magos ao menino Jesus, sendo a Galette des Rois a representação dos presentes ofertados a Jesus pelos reis magos (incenso, ouro e mirra). A galette pode ter diversos tamanhos e recheios, sendo um dos mais antigos e famosos produtos de pâtisserie da França.

 

A tradição de compartilhar a Galette des Rois é acima de tudo um momento de confraternização em família, pois há um divertido ritual a ser seguido, no qual é sorteado o rei da Épiphanie através de uma fava (hoje em dia substituída por um bonequinho) escondida na galette. A pessoa que receber a fatia com a fava se torna o rei do dia, e tem direito de ficar com a coroa dourada de papelão que acompanha a galette.

 

Ao rei do dia cabe a tarefa de providenciar a galette do ano seguinte.

 

O ritual é mais ou menos o seguinte: uma galette deve ser cortada em quantidade de pedaços igual ao número de pessoas presentes. Para a distribuição dos pedaços, o mais jovem da família senta-se debaixo da mesa e vai escolhendo aleatoriamente a ordem das pessoas que vão receber cada fatia – e assim segue a distribuição da galette. A criança (ou jovem) sob a mesa representa Phébé (o deus Apollo), que usa sua inocência para distribuir com justiça os pedaços da galette e escolher o rei de forma imparcial. Algumas famílias costumam cortar uma fatia a mais da galette, a qual é chamada de la part du pauvre (a parte do pobre) ou celle du Bon Dieu (a do Bom Deus) a qual é reservada aos visitantes imprevistos.

 

Antigamente a galette com a fava escondida não era reservada apenas ao Dia de Reis. Os franceses do século XIII a compartilhavam também para celebrar os casamentos e nascimentos do ano nos pequenos vilarejos. Apesar disso a origem da galette com a fava escondida remonta a Roma Antiga. Os romanos utilizavam a fava para sortear o rei do banquete nas festas de família (a quem eram concedidas algumas regalias domésticas) e na festa em homenagem a Saturno.

 

Em 1870 as favas foram substituídas na França por bonequinhos de porcelana e mais recentemente de plástico. Como a escolha do rei da Épiphanie é uma tradição anual, muitos franceses têm verdadeiras coleções desses bonequinhos, que são guardados como símbolos da boa sorte.

 

Curiosidade: Na França a expressão trouver la fève au gâteau (achar a fava no bolo) significa ter recebido um lance de sorte.

 

 

 

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